Página Inicial

PARQUE NATURAL MUNICIPAL CHICO MENDES
 

I – IDENTIFICAÇÃO

NOME : PARQUE NATURAL MUNICIPAL CHICO MENDES

CATEGORIA : PARQUE NATURAL MUNICIPAL

ÁREA TOTAL (ha) : 43,64

MAPEAMENTO : 309A

LOCALIZAÇÃO:

Situa-se no pontal de Sernambetiba, entre a Avenida das Américas (km 17) e Avenida Sernambetiba, tendo o Oeste o Morro do Rangel e a Leste a lagoa de Marapendi. Sua entrada se dá na Avenida Jarbas de Carvalho, no. 679.

NOME (S) POPULAR (ES) :

CHICO MENDES

LOGRADOUROS (S) :

RUA DEMOSTHENES MADUREIRA PINHO

AV. BENVINDO DE NOVAES

RUA SERGIO BRANCO SOARES

AV. JARBAS DE CARVALHO

 

DISTRIBUIÇÃO DA ÁREA PROTEGIDA POR BAIRRO :

RECREIO DOS BANDEIRANTES 43,64 ha

DISTRIBUIÇÃO DA ÁREA PROTEGIDA POR BACIA :

RESTINGA DA BARRA 43,64 ha

FAVELA (S) :

TUTELA (S) :

SECRETARIA MUNICIPAL DE MEIO AMBIENTE (SMAC) EM PARCERIA COM A FUNDAÇÃO JARDIM ZOOLÓGICO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO – FUNDAÇÃO RIOZOO



II – VISITAÇÃO

ACESSO :

Tem-se acesso ao Parque a partir dos principais eixos de circulação da região: a Avenida Sernambetiba (que percorre toda a extensão da praia da Barra da Tijuca, chegando até o Pontal, no Recreio dos Bandeirantes), a Estrada do Pontal (que faz a ligação deste com a Avenida das Américas, na altura da grota Funda) e a Avenida das Américas (que percorre toda a Barra da Tijuca e o Recreio dos Bandeirantes na direção Leste-Oeste, em paralelo à Avenida Sernambetiba).

Seus principais acessos são:

- pela Avenida Sernambetiba, seguindo-se pelas Ruas Gláucio Gil, Genaro de Carvalho e Leiloeiro Ernani Mello, alcança-se a Avenida Jarbas de Carvalho e a entrada do Parque;

- pela Avenida das Américas, na altura do km 17, seguindo-se pela Rua Leiloeiro Ernani Mello, alcança-se a Avenida Jarbas de Carvalho;

- pela Estrada do Pontal, seguindo-se pelas Ruas Gilka Machado, Genaro de Carvalho e Leiloeiro Ernani Mello, alcança-se a Avenida Jarbas de Carvalho.

As opções de transporte coletivo rodoviário são disponíveis apenas nas vias principais, de onde o usuário deverá andar a pé até o parque. As principais linhas de ônibus que atendem à área são:

- do Pontal , no encontro da Avenida Sernambetiba coma Estrada do pontal : vindo da Barra da tijuca, as linhas nº 702 (Alvorada-Recreio/Circular) e 703 (Alvorada-Recreio/Circular) e, vindo da área suburbana, a linha nº 749 (Cascadura-Recreio);

- da Avenida das Américas : vindo da barra da Tijuca, as linhas nº 853 (Vila Kennedy-Barra da Tijuca), 854 (Campo Grande-Barra da tijuca), 882 ( Santa Cruz- Barra da Tijuca) e, vindo do centro, as linhas nº 387 ( Castelo- Restinga da Marambaia), 1135 ( Castelo- Base Aérea de Santa Cruz) e 1134 ( Castelo- Campo grande), sendo que as duas últimas em linhas especiais;

- de Terminal Rodoviário, próximo ao Parque: vindo da área suburbana, a linha no 758 (Cascadura- Recreio).

ATIVIDADE:

O Parque pode ser visitado a pé, com entrada grátis. O usuário pode brincar no parquinho infantil, fazer piquenique, observar os jacarés-de-papo-amarelo nos viveiros, apreciar a paisagem natural, A administração oferece visitas orientadas a grupos de escolas públicas e privadas, com roteiros que incluem, além do passeio pela área do Parque, brincadeiras, vídeos e palestras voltados para a educação ambiental.

HORÁRIO:

O Parque está aberto para visitação de terça-feira a Domingo das 8h às 17h, sendo que durante o horário de verão fica o horário prorrogado até as 18h.

As visitas gratuitas, duram cerca de um hora e orientadas são feitas em dois horários: de 10h ou 14h ( agendar pelo tel.: 2437-6400 sede).

 

EQUIPAMENTO(S):

? Lazer: junto à sede da administração do Parque, há um viveiro de jacarés e um parquinho infantil, com três bancos de cimento, quinze bancos de ipê, quatro mesas para piquenique e xadrez/dama, onze gangorras, um trepa-trepa, dois conjuntos de balanços sendo um com três bancos e o outro com dois bancos, dois escorregadores e uma casinha de madeira. Há também uma torre de observação com 10m de altura para fiscalização e educação ambiental.

- Informação: há poucas placas de sinalização ecológica.

- Segurança: Em 1998, foi implantada, em toda a área do Parque, um cercamento definitivo, com características que o integre ao local, resistente à caçadores e pescadores eventuais.

- Serviços: estacionamento para 25 veículos com 30 vagas; dois bicicletários, cada um com seis vagas; bebedouro, cestas de coleta de lixo e sanitários.

- Culturais: salão de exposições de espécies animais, e trabalhos ligados ao meio ambiente, pequena sala de exposições com animais nativos, cuja ambientação tem entre outras intenções a de introduzir a idéia de reciclagem; um chafariz e o um horto/horta, com cerca de 15m2, composto principalmente por plantas nativas de restinga utilizadas em jardinagem.



III- LEGISLAÇÃO

CRIAÇÂO:

08/05/89 Decreto Municipal n. 8452

REGULAMENTAÇÃO:

DELIMITAÇÃO:

Decreto “E” nº 856, de 8/10/65, que institui o tombamento estadual das áreas da Reserva Biológica de Jacarepaguá, alterado pelo Decreto Estadual nº 2.364, de 01/ 02/ 1979 (PAL da Lagoinha). Atualmente, foi encaminhada, pela Assessoria Técnica de Planejamento da SMAC, para sanção do Sr. Prefeito, a Minuta de Decreto para delimitação do Parque.

ZONEAMENTO:

OUTRAS LEGISLAÇÕES:

? Decreto Federal nº 14.334, de 16/ 03/ 1959, institui a Reserva biológica de Jacarepaguá;

? Lei Municipal nº 948, de 27/ 11/ 1959, declara como Reserva Florestal non aedificandi as áreas em torno da Lagoinha e das Lagoas de Marapendi, Jacarepaguá, Camorim e Tijuca;

? Decreto nº 124, de 13 / 09/ 1960, do antigo Estado da Guanabara, desapropria as áreas non aedificandi designadas como “Parque” no P.A. nº 5.596;

? Decreto “E” nº 4.880, de 11/ 03/ 1971, substitui o P.A. 5.596 com a aprovação do P.A. nº 8.997, estabelecendo novos limites para o Parque;

? Lei Complementar 16, de 04/ 06/ 1992 artigo 70, inciso II, insere a área da Lagoinha no Patrimônio Paisagístico do Município Sujeito à Proteção Ambiental.

? Lei Orgânica do Município, artigo 463, inciso IX, declara a área da Lagoinha Área de Preservação Permanente (APP).

? Decreto municipal 22.662, de 19/ 02/2003, dispõe sobre a renomeação e a gestão de parques públicos municipais, considerados como Unidades de Conservação.

? Decreto Municipal 22.025, de 17/ 09/ 02, altera o nome do Parque Ecológico Municipal Chico Mendes para Parque Natural Municipal Chico Mendes e institui sua delimitação.

IV- MEIO ANTRÓPICO

HISTÓRICO:

Situado numa planície arenosa quaternária da Baixada de Jacarepaguá, o Parque Natural Chico Mendes foi criado especialmente para preservar a Lagoinha das Tachas o Canal das Tachas e sua mata ciliar seu entorno, principalmente pela ocorrência de espécies raras e ameaçadas de extinção da fauna e flora nativas.

A região da Baixada de Jacarepaguá, na qual o parque se encontra, teve os seus solos utilizados, durante o período de colonização, para agricultura. Após os ciclos de cana-de-açúcar e café, os quais removeram a primitiva cobertura vegetal em sua totalidade, a região ficou abandonada por mais de um século e houve uma regeneração natural da flora e fauna locais, mas não mais no clímax de outrora.

Originalmente, se encontrava na área do atual Parque uma espécie rara, a Pavonia alnifolia, da Família Malvaceae. Essa ocorrência mobilizou, desde a década de 30, os naturalistas do Museu Nacional que reivindicavam a criação de uma reserva biológica no local.

A diversidade dos ecossistemas existentes na região dava suporte a uma fauna exuberante que, devido as dificuldades de acesso ao local, conseguiu subsistir até o final da década de 1950. A região se manteve à margem do processo de urbanização até aproximadamente 1959, quando, com o início das obras para saneamento, retificação de rios e drenagem de áreas alagadas com a abertura de diversos canais, torna-se atraente para a ocupação urbana. A alteração no sistema de drenagem natural ocasionou, no entanto, o assoreamento gradativo da Lagoinha das Tachas.

As características ambientais, a fragilidade e a riqueza de seus ecossistemas motivaram a preocupação do Poder Público e da comunidade científica quanto à forma ideal de ocupação e, apesar de tentativas frustadas de proteção dos ecossistemas mais frágeis, uma parte do patrimônio ambiental ficou resguardada por medidas legais.

A Lei Municipal n.º 948, de 27/11/1959, declarou como Reserva Florestal non aedificandi as áreas em torno da Lagoinha e das Lagoas do Marapendi, de Jacarepaguá, Camorim e Tijuca; e o Decreto nº124 de 13/09/1960, do antigo Estado da Guanabara desapropriou as áreas non aedificandi designadas como “Parque” no P.A nº5596.

Em 11/03/1971, porém, o P. ª 5.596 foi substituído com a aprovação do P. A n.º 8.997 pelo Decreto “E” n.º 4.880. Esta substituição reduziu bastante a área da Reserva e a única parte que permaneceu como tal foi aquela designada bem público de uso especial, pertencente ao patrimônio do Município do Rio de Janeiro, pelo Decreto Estadual n.º 213, de 04/07/1975.

A área da Reserva, que compreendia a Lagoinha, o Canal das Tachas, toda a margem das Lagoas de Marapendi, Jacarepaguá, Camorim e Tijuca, somada a 2,1 km de praia, foi reduzida à área do antigo Parque Zoobotânico de Marapendi, à área do atual Parque Natural Municipal Chico Mendes e, ainda, aos 2,1 km de praia.

Em 8 de maio de 1989, o Parque Natural Municipal Chico Mendes foi criado por Decreto Municipal n.º 8.452, ficando sob tutela da Fundação RIOZOO e sendo considerado a sede da subgerência do Jardim Zoológico.

Sua denominação é uma homenagem ao líder seringueiro do Acre que lutou pela preservação da floresta amazônica e foi assassinado em 1988 por fazendeiros da região, mobilizando a opinião pública nacional e internacional.

Medidas mais recentes, efetuadas pela Fundação Parques e Jardins – FPJ, envolvendo a obrigatoriedade por parte de proprietários e empreendedores imobiliários de compensar as mudas retiradas em seus terrenos e empreendimentos com plantio em outras áreas que beneficiaram o Parque. Desde agosto de 1996, foram plantadas pela FPJ, através do Projeto Flora do Litoral, usando medidas compensatórias, mais de 12.000 mudas, correspondentes a 28 espécies, visando a recuperação ambiental da área.

Em 1996, houve uma excessiva proliferação de aguapés no espelho d’água do Parque. A Companhia Municipal de Limpeza Urbana – COMLURB, encarregada da limpeza do Parque, com o recurso de balsas, procedeu à retirada de 1.600 toneladas de aguapé (entre novembro de 1996 e janeiro de 1997). No entanto, até hoje, apesar das melhorias obtidas, não foi possível solucionar inteiramente o problema. As limpezas são constantes e vem sendo realizadas sob coordenação da SMAC.

Em 2002, a delimitação do Parque foi instituída, o parque foi renomeado e a coordenação da gestão passa a ser da SMAC, mas conta ainda com a parceria da Fundação RIOZOO, auxiliando na manutenção e alimentação dos animais cativos.

USO E OCUPAÇÃO DO SOLO:



Há ainda em litígio uma área ocupado pelo Clube Municipal, esquina com a Estrada Bem-Vindo de Novaes e Jarbas de Carvalho.

ASPECTOS SÓCIOS DEMOGRÁFICOS:

ATIVIDADES ECONÔMICAS: -------

POPULAÇÃO: ----------

OCUPAÇÕES IRREGULARES:

Situa-se na área do Parque irregularmente, o Clube Municipal. Há também uma família de baixa renda, possuidora de uma pequena criação de gado bovino, residindo no local. O trecho de terreno em que se encontram estas ocupações está em processo de litígio com o Município do Rio de Janeiro, que está requerendo a reintegração de posse.

VIAS DE CIRCULAÇÃO:

As vias de circulação no Parque se distribuem a partir da sede da Administração. Na entrada do Parque, há uma pequena via de acesso à sede, pavimentada em cimento. A partir daí, as ramificações se compõem de trilhas sem pavimentação, destacando-se as trilhas do Ancoradouro e do Ninho do Jacaré.

SERVIÇOS URBANO:

Abastecimento d’água: as construções situadas na área do Parque dispõem de abastecimento d’água satisfatório, providos por rede da Companhia Estadual de Água e Esgoto – CEDAE.

Esgotamento sanitário: existe um sistema de esgotamento sanitário tanto na área do Parque Ecológico quanto no seu entorno. Atualmente a Prefeitura realizou a construção de uma nova estação de tratamento, nas proximidades do Canal das Tachas, de muito maior capacidade do que a anterior existente, que está recebendo a totalidade dos efluentes do bairro do Recreio dos Bandeirantes.

Drenagem urbana: drenagem natural.

Limpeza urbana: a limpeza da área do Parque é efetuada pelos próprios funcionários, estando a coleta regular a cargo da Companhia Municipal de Limpeza Urbana – COMLURB.

Energia elétrica: as edificações situadas na área do Parque dispõem de energia elétrica, a cargo da LIGHT – Serviços de Eletricidade S. A.

Iluminação pública: a área onde se situa a sede da Administração do Parque dispões de iluminação pública provida pela Companhia Municipal de Energia e Iluminação – RIOLUZ.

ESTRUTURA FUNDIÁRIA:

O Parque está situado em áreas de propriedade do Município. Existem, no entanto, trechos do Parque que se encontram em processo de litígio com o Clube Município do Rio de Janeiro, que requereu reintegração de posse.

O Decreto Municipal 22.025, de 17/09/02, alterou o nome do Parque Ecológico Municipal Chico Mendes e instituiu sua nova delimitação.

V – MEIO BIÓTICO

FLORA:

O Parque está incluído, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, na vegetação típica de terras baixas – as Formações Pioneiras, apresentando predominantemente Mata de Restinga e parte da Mata Paludosa, que outrora recobriu toda a baixada alagada da região.

No espelho d’água, observa-se uma redução de sua superfície devido ao avanço da taboa (Typha domingensis – Typhaceae), que circunda a Lagoinha, facilitando a colonização pela samambaia-do-brejo (Acrostichum aureum – Polypodiaceae) e formando aos poucos, nas partes menos profunda, pequenas ilhas que são ocupadas por outras espécies herbáceas. Na superfície d’água, encontram-se o aguapé (Eichornia crassipes), cobrindo grandes áreas, sendo necessário o seu controle o seu controle em determinados períodos, o coroa-de-frade (Pistia stratioides), o mururê-carrapatinho (Salvinia auriculata), o mururê-redondo (Azolla caroliniana), a erva-de-sapo (Hydrosmystria stolonifera) – todas flutuantes e o nenúfar (Nymphea ampla – Nymphaeaceae). Nas margens, junto ao taboal, encontram-se pequenas ervas do Gênero Ludwigia como as cruzes-de-malta, juntamente com as quaresminhas (Marcetia taxifolia, ameaçada de extinção, e a Rhynchanthera dicotoma – Melastomataceae) e samambaia-do-brejo (Acrostichum aureum), além das Ciperáceas e Xiridáceas.

Nas margens sul e leste, pode-se encontrar espécies conspícuas da mata paludosa, como a figueira-molembá (Ficus hirsuta – Moraceae) e o pau-de-tamanco (Tabebuia cassinoides – Bignoniaceae), ameaçado de extinção no Município do Rio de Janeiro.

As epífitas só aparecem sobre as árvores e arbustos mais antigos, destacando-se, entre elas as bromélias (Tillandsia usneoides, Tillandsia stricta, Aechmea nudicaulis e Vriesia sp. – Bromeliaceae) e muitos liquens do Gênero Usnea.

Outras espécies são encontradas na região como o ingá-mimoso (Inga fagifolia – Leguminosae), o poroco (Rheedia brasiliensis), a goeta (Pavonia alnifolia), ameaçada de extinção, Norantea brasiliensis (sem nome vulgar conhecido), o tucum (Bactris setosa – Palmae), a ameaçada Jarrinha (Aristolochia macroura – Aristolochiaceae), o também ameaçado sumaré-de-restinga (Cyrtopodium paranaensis – Orchidaceae), a orquídea (Epidendrum ellipticum – Orchidaceae), a bromélia (Neorogelia cruenta – Orchidaceae), o cambuí-preto (Neomiranthes obscura), a cássia (Senna apoconita – Leguminosae), as pitangueiras (Eugenia spp – Myrtaceae), a aroeira-vermelha (Schinnus terebinthifolius).

As espécies exóticas estão gradativamente sendo erradicadas da área do PNMCM. Embora já bastante degradada por desmatamento, incêndios e ocupações, a cobertura vegetal é um dos últimos pontos da cidade onde se pode encontrar formações de alagados e de restingas em boas condições, além de espécies em extinção. Devido às agressões antrópicas supracitadas, proliferam gramíneas exóticas invasoras, principalmente o capim-colonião (Panicum maximum). As espécies da flora até o momento identificadas estão em anexo.

FAUNA:

A fauna pode ser apreciada nas trilhas do Parque, principalmente ao longo da trilha do ancoradouro e da trilha do ninho do jacaré. É expressiva a zoodiversidade, especialmente em aves paludícolas.

Nas águas da Lagoinha, verifica-se uma grande quantidade de moluscos aquáticos e semi-aquáticos vivendo no fundo areno-lodoso ou sob a vegetação flutuante, como os Pomatia sp. e Cuba sp., juntamente com as larvas de artrópodes.

Na entomofauna – insetos, destaca-se uma variedade de odonata como as libélulas (Erythemis vesiculosa, Orthemis ferrugínea, Argia sordida, Leptagrion andromache), entre outras; sendo também observados a rara borboleta–da–praia (Parides ascanius) e o caixão-de-defunto (Papilio thoas).

Os alagados são habitats ideais para a herpetofauna – anfíbios e répteis. São típicos do Parque os sapos (Bufo crucifer e Bufo ictericus), as pererecas (Philloumedusa guttata, Hyla modesta, Hyla perpusilla), a cobra d`água (Liophis miliaris), o jararacuçu-do-bejo (Mastigodryas bifossatus), o calango-de-cauda-verde (cnemidophorus ocellifer), o calango (Tropidurus torquatus) e o mais representativo, o ameaçado jacaré-de-papo-amarelo (Caiman latirostris) que faz seus ninhos nas margens e ilhas de vegetação da Lagoinha. Dentre os peixes típicos, têm-se barrigudinho(Poecillia vivipara) e o acará (Geophagus brasiliensis).

As aves estão representadas pela marreca-ananaí (Amazonetta brasiliensis), o irerê (Dendrocygna viduata), a marreca-toucinho (Anas bahamensis), a saracura-tres-potes (Aramides cajamea), o frango d’água (Gallinula chloropus), a jaçanã (Jacana jacana), o quero-quero (Vanellus chilensis), o socozinho (Ardeola striata), o socó-grande ou maguari (Ardea cocoi), o biguá (Phalacrocorax olivaceus), o gavião-caboclo (Heteropzias meridionalis), o carcará (Polyborus plancus), o gavião-carijó (Rupornis magnirostris), o anu-preto (Cotrophaga ani), o tiê-sangue (Ramphocelus bresilius), endêmico do RJ, o raro caboclinho (Sporophila bouvreuil), o tiziu (Volatina jacarina), a lavadeira-mascarada (Fluvicola nengeta) e as rolinhas (Columbina minuta e Columbina talpacoti). Os mamíferos são escassos, mas ainda assim são encontrados alguns como visitantes ocasionais. É o caso da preá-do-mato (Cavia aperea), do mão-pelada (Procyon cancrivous), do gato-do-mato (Felis yaguoaroundi – sem registros recentes), do furão (Galictis vittata), do gambá (Didelphis marsupialis), do rato-d’água (Nectomys squamipes), da catita (Marmosa cinerea) e da preguiça-de-três-dedos (Bradipus variegatus).

A fauna, apesar da representatividade, não é tão diversificada como no passado. O isolamento de áreas naturais, como no caso do Parque Chico Mendes, dificulta o fluxo gênico, condenando muitas vezes várias populações à extinção por degeneração.

As caçadas são esporádicas, pois o Parque é cercado e vigiado. As maiores agressões locais são as conseqüências do assoreamento e poluição da Lagoinha, que também interferem negativamente nos ecossistemas terrestre e de transição locais.

Do mesmo modo, a pequena área dificulta o sustento de populações maiores, o que provavelmente explica incursões e migrações frustradas de animais, como jacarés, para fora dos limites do Parque.

As espécies da fauna flora até o momento identificadas estão abaixo:



“ AS ESPÉCIES DO PARQUE NATURAL MUNICIPAL CHICO MENDES”

A lista abaixo descreve as espécies até o momento observadas no Parque Natural Municipal Chico Mendes (PNMCM). Foi elaborada agrupando os animais nos seguintes grupos: anfíbios, aves; invertebrados (aranhas e insetos); mamíferos; peixes; e répteis. Ela segue em ordem alfabética a partir do nome vulgar da espécie e seguido, entre parênteses, do seu nome científico (em latim e itálico), do autor que a descreveu e, finalmente, da família a que pertence. As espécies que estão ameaçadas de extinção e presentes na lista do Município do Rio de Janeiro estão destacadas na cor vermelha. As espécies exóticas estão destacadas na cor azul e as espécies extintas estão destacadas na cor preta.

Vale lembrar que há alguns grupos mais bem estudados do que outros, o que reflete na quantidade de espécies identificadas em alguns deles, outros nem tiveram ainda suas espécies sequer estudadas.

Esta lista foi atualizada em 14 de outubro de 2004 e no momento estão contabilizadas 320 espécies. Ela contou com o apoio dos seguintes pesquisadores: Carlos Esberard (Chiropteros – morcegos), Janira Martins Costa (Insecta/odonatas – libélulas), Leandro Coutinho (anfíbios e aves), Roberto Zamith (flora), José Fernando Pacheco e Claudia Bauer (aves).

Para sua confecção foi utilizado as seguintes referências bibliografias:

- PREFEITURA DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO; SECRETARIA DE MEIO AMBIENTE. 2000. Espécies ameaçadas no Município do Rio de Janeiro: flora e fauna. Editora PCRJ/SMAC, Rio do Janeiro. 68p. il.

- COSTA J. M. et al., 2001. Odonatos coletados no Parque Ecológico Municipal Chico Mendes (Unidade de Conservação Ambiental), Rio de Janeiro, Brasil. Entomol. Vect. 8 (4): 431-448.

Administrador do PNMCM

 

- Anfíbios

1. Perereca (Hyla esplemorincos - Hylidae);

2. Perereca (Hyla meridiana Lutz - Hylidae);

3. Perereca (Hyla modesta - Hylidae);

4. Perereca (Hyla perpusilla - Hylidae);

5. Perereca (Phyllomedusa guttata - Hylidae);

6. Perereca (Phyllomedusa sp. - Hylidae);

7. Perereca (Scinax alter – Hylidae);

8. Perereca (Scinax eurydice - Hylidae);

9. Perereca (Scinax elegans – Hylidae);

10. Perereca (Scinax x-signata- Hylidae);

11. Perereca-de-capacete (Aparasphenodon brunoi Miranda-Ribeiro – Hylidae);

12. Rã-manteiga (Leptodactylus ocellatus Linnaeus – Leptodactylidae);

13. Sapo (Bufo crucifer Wied-Neuwied - Bufonidae);

14. Sapo (Bufo ictericus Spix - Bufonidae);

- Aves

15. Alegrinho (Serpophaga subcristata (Vieillot, 1817) – Tyrannidae);

16. Andorinha-doméstica-grande (Progne chalybea (Gmelin, 1789) - Hirundinidae);

17. Andorinhão-do-temporal (Chaetura meridionalis Hellmayr, 1907 – Apodidae);

18. Andorinha-pequena-da-casa (Notiochelidon cyanoleuca (Viellot, 1817) - Hirundinidae);

19. Anu-branco (Guira guira Gmellin, 1788 - Cuculidae);

20. Anu-preto (Cotrophaga ani Linne, 1758 - Cuculidae);

21. Asa-branca (Columba picazuro Temminck, 1813 – Columbidae);

22. Atobá (Sula leucogaster (Boddaert) - Sulidae);

23. Azulão (Cyanocompsa brissonii - Fringillidae);

24. Bacurau-tesoura (Hydropsalis brasiliana Gmellin, 1798 - Caprinulgidae);

25. Beija-flor (Phaetornis ruber - Trochilidae);

26. Beija-flor-tesourão (Eupetomena macroura (Gmellin, 1788) - Trochilidae);

27. Bem-te-vi (Pitangus sulphuratus (Linnaeus, 1766) - Tyrannidae);

28. Bem-te-vi-de-gado (Machetornis rixosus (Vieillot, 1819) - Tyrannidae);

29. Bentevizinho (Myiozetetes similis (Spix, 1825) - Tyrannidae);

30. Bico-de-lacre ou biquinho (Estrilda astrild (Linnaeus, 1758) - Estrildidae);

31. Biguá (Phalacrocorax brasilianus (Gmelin, 1789) - Phalacrocoracidae);

32. Caboclinho (Sporophila bouvreuil (P.L.S. Müller) - Emberizidae);

33. Cambacica ou cebinho (Coereba flaveola (Linnaeus, 1758) - Emberizidae);

34. Cambaxirra (Troglodytes musculus Naumann, 1823 – Troglodytidae);

35. Canário-sapé (Thlypopsis sordida (D´Órbigny & Lafresnaye, 1837) - Emberizidae);

36. Carretão (Agelaius cyanopus Vieillot, 1819 – Emberizidae);

37. Casaca-de-couro-da-lama (Furnarius figulus (Lichetenstein, 1823) – Furnariidae);

38. Coleirinho (Sporophila caerulescens – Fringillidae);

39. Colhereiro (Platalea ajaja Linnaeus, 1758 – Threskiornithidae);

40. Coruja-buraqueira (Speotyto cunicularia - Strigidae);

41. Coruja-orelhuda ou mocho orelhudo (Rhinoptynx clamator Viellot, 1807 – Strigidae);

42. Corujinha-do-mato (Otus choliba Viellot, 1817 - Strigidae);

43. Curió (Oryzoborus angolensis (Linnaues, 1776) – Fringillidae);

44. Curutié (Certhiaxis cinnamomea (Gmelin, 1788 - Furnariidae);

45. Figuinha-de-rabo-castanho (Conirostrum speciosum (Temminck, 1824) – Emberizidae);

46. Filipe (Myiophobus fasciatus (P. L. S. Muller, 1776) - Tyrannidae);

47. Fragata ou tesourão (Fregata magnificens Mathews, 1914 - Fregatidae);

48. Frango-d’água-comum (Gallinula chloropus (Linnaeus, 1758) - Rallidae);

49. Frango-d’água-azul (Porphyrio martinica (Linnaeus, 1766) - Rallidae);

50. Garça-branca-grande (Ardea alba Linnaeus, 1758 - Ardeidae);

51. Garça-branca-pequena (Egretta thula Mollina, 1782 - Ardeidae);

52. Garrinchão-de-bico-grande (Thryothorus longirostris Vieillot, 1819 – Troglodytidae);

53. Gavião-carcará (Caracara plancus Miller, 1777 - Falconidae);

54. Gavião-carijó ou indaié (Buteo magnirostris (Gmelin, 1789) - Accipitridae);

55. Gavião-carrapateiro ou pinhé (Milvago chimachima Vieillot, 1816 - Falconidae);

56. Gavião-quiri-quiri (Falco sparverius Cory, 1915 - Falconidae);

57. Irerê (Dendrocygna viduata Linnaeus, 1766 - Anatidae);

58. Jacupemba (Penelope superciliares Temminck, 1815 - Cracidae);

59. Jaçanã (Jacana jacana (Linnaeus, 1766 - Jacanidae);

60. Japacanim (Donacobius atricapilla (Linnaeus, 1766) – Troglodytidae);

61. João-de-barro (Furnarius rufus (Gmelin, 1788) – Furnariidae);

62. Juriti-pupu (Leptotila verreauxi Bonaparte, 1855) – Columbidae;

63. Lavadeira-mascarada (Fluvicola nengeta (Linnaeus, 1766) - Tyrannidae);

64. Lavadeira-de-cabeça-branca, freirinha ou viuvinha (Arundinicola leucocephala (Linnaeus, 1764) - Tyrannidae);

65. Maria-cavaleira (Myiarchus ferox (Gmelin, 1789) – Tyrannidae;

66. Maria-é-dia (Elaenia flavogaster (Thunberg, 1822) – Tyrannidae);

67. Marreca-ananaí (Amazonetta brasiliensis Gmellin, 1789 - Anatidae);

68. Marreca-toucinho (Anas bahamensis Linnaeus, 1758 - Anatidae);

69. Maria-preta (Molothrus bonariensis Gmelin, 1789 – Icteridae);

70. Martim-pescador-grande (Ceryle torquata Linnaeus, 1766 – Alcedinidae);

71. Martim-pescador-verde (Chloroceryle amazona (Latham, 1790) – Alcedinidae);

72. Mergulhão-pequeno (Tachybaptus dominicus (Linnaeus, 1766) – Podicipedidae);

73. Pardal (Passer domesticus (Linnaeus, 1758) - Proceidae);

74. Pia-cobra (Geothlypis aequinoctialis (Gmelin, 1789) – Emberizidae);

75. Pica-pau ou Birro (Leuconerpes candidus - Picidae);

76. Pica-pau-anão ou pica-pau-anão-barrado (Picumnus cirratus (Temminck, 1825) - Picidae);

77. Pinto-d´água-comum (Laterallus melanophaius (Vieillot, 1819) - Rallidae);

78. Pomba-das-rochas ou pomba-doméstica (Columba livia Gmellin, 1789 – Columbidae);

79. Quero-quero (Vanellus chilensis (Molina, 1782) - Charadriidae);

80. Reloginho (Todirostrum cinereum (Linnaeus, 1766) - Tyrannidae);

81. Risadinha (Camptostoma obsoletum (Temminck, 1824) – Tyrannidae);

82. Rolinha (Columbina talpacoti (Temminck, 1811) - Columbidae);

83. Rolinha-da-restinga, rolinha-asa-de-canela (Columbina minuta (Linnaeus, 1766) - Columbidae);

84. Sabiá-laranjeira (Turdus rufiventris Vieillot, 1818 - Muscicapidae);

85. Sabiá-poca (Turdus amaurochalinus Cabanis, 1851 - Muscicapidae);

86. Saci ou peixe-frito (Tapera naevia (Linnaeus, 1766) - Cuculidae);

87. Saíra sapucaia (Tangara peruviana - Emberizidae);

88. Sanã-carijó (Porzana albicollis (Vieillot, 1819) – Rallidae);

89. Sanhaço-cinza ou sanhaço-do-mamoeiro (Thraupis sayaca (Linnaeus, 1766) - Emberizidae);

90. Sanhaço-do-coqueiro (Thraupis palmarum (Wied, 1821) - Emberizidae);

91. Saracura-sanã (Pardirallus nigricans (Vieillot, 1819) - Rallidae);

92. Saracura-três-potes (Aramides cajanea (P. L. S. Muller, 1776) - Rallidae);

93. Siricora-mirim (Anurolimnas viridis (P. L. S. Muller, 1776) – Rallidae);

94. Socó-grande, socoí ou garça-maguari (Ardea cocoi Linnaeus, 1766 - Ardeidae);

95. Socozinho (Butorides striatus (Linnaeus, 1758) - Ardeidae);

96. Suiriri (Tyrannus melancholicus Vieillot, 1819 - Tyrannidae);

97. Tico-tico (Zonotrichia capensis – Emberizidae);

98. Tico-tico-rei (Coryphospingus cucullatus – Fringillidae);

99. Tiê-sangue (Ramphocelus bresilius (Linnaeus, 1766) - Emberizidae);

100. Tiziu (Volatinia jacarina (Linnaeus, 1766) – Emberizidae);

101. Trinca-ferro-verdadeiro (Saltator similis - Fringillidae);

102. Urubu-comum ou urubu-preto (Coragyps atratus (Bechenstein, 1793) - Cathartidae);

103. Urubu-caçador ou urubu-de-cabeça-amarela (Cathartes burrovianus Cassin, 1845 - Cathartidae);

- Invertebrados

- Aracnida

104. Aranha (Nephila sp.);

- Insecta

105. Abelha (Centris sp. – Anthophoridae);

106. Abelha (Epicharis sp. - Anthophoridae);

107. Borboleta-da-praia (Parides ascanius (Cramer, 1775) - Papilionidae);

108. Borboleta-caixão-de-defunto (Papilio thoas);

109. Borboleta-estaladeira (Hamadryas feronia – Nymphalidae);

110. Gafanhoto-gigante (Tropidacris collaris);

111. Libélula (Acanthagrion cuneatum Selys, 1876 - Coenagrionidae);

112. Libélula (Acanthagrion cuyabae Calvert, 1909 - Coenagrionidae);

113. Libélula (Acanthagrion gracile (Rambur), 1842 - Coenagrionidae);

114. Libélula (Acanthagrion lancea Selys, 1876 - Coenagrionidae);

115. Libélula (Acanthagrion taxaense Santos, 1965 - Coenagrionidae);

116. Libélula (Cyanallagma trimaculatum (Selys, 1876) - Coenagrionidae);

117. Libélula (Homeoura chelifera (Selys, 1876) - Coenagrionidae);

118. Libélula (Homeoura silviae (Bulla, 1971) - Coenagrionidae);

119. Libélula (Ischnura capreolus (Hagen, 1861) - Coenagrionidae);

120. Libélula (Ischnura fluviatilis (Selys, 1876) - Coenagrionidae);

121. Libélula (Leptagrion andromache Hagen in Seys, 1876 - Coenagrionidae);

122. Libélula (Leptagrion elongatum Seys, 1876 - Coenagrionidae);

123. Libélula (Leptagrion perlongum Calvert, 1909- Coenagrionidae);

124. Libélula (Minagrion ribeiroi (Santos, 1962) - Coenagrionidae);

125. Libélula (Telagrion longum Selys, 1876- Coenagrionidae);

126. Libélula (Telagrion macilentum (Rambur, 1842- Coenagrionidae);

127. Libélula (Telebasis corallina (Selys, 1876) - Coenagrionidae);

128. Libélula (Telebasis filiola (Perty, 1834) - Coenagrionidae);

129. Libélula (Telebasis willinki Fraser, 1948 - Coenagrionidae);

130. Libélula (Lestes bipupillatus Calvert, 1909 - Lestidae);

131. Libélula (Lestes tricolor Erichson, 1848 - Lestidae);

132. Libélula (Idioneura ancilla Selys, 1860 - Protoneuridae);

133. Libélula (Aeshna bonariensis Rambur, 1842 - Aeshnidae);

134. Libélula (Coryphaeschna adnexa (Hagen, 1861) - Aeshnidae);

135. Libélula (Coryphaeschna perrensi (McLachlan, 1887) - Aeshnidae);

136. Libélula (Gynacantha bifida Rambur, 1842 - Aeshnidae);

137. Libélula (Remartinia luteipennis Burmeister, 1839 - Aeshnidae);

138. Libélula (Triacanthagyna caribbea Williamson, 1923 - Aeshnidae);

139. Libélula (Triacanthagyna ditzleri Williamson, 1923 - Aeshnidae);

140. Libélula (Triacanthagyna septima (Selys, 1857) - Aeshnidae);

141. Libélula (Brachymesia furcata (Hagen, 1861) - Libellulidae);

142. Libélula (Brachymesia herbida (Gundlach, 1889) - Libellulidae);

143. Libélula (Brechmorhoga nubecula (Rambur, 1842) - Libellulidae);

144. Libélula (Erythemis attala (Selys, 1857) - Libellulidae);

145. Libélula (Erythemis mithroides (Brauer, 1900) - Libellulidae);

146. Libélula (Erythemis peruviana (Rambur, 1842) - Libellulidae);

147. Libélula (Erythemis plebeja (Burmeister, 1839) - Libellulidae);

148. Libélula (Erythemis vesiculosa (Fabricius, 1775) - Libellulidae);

149. Libélula (Erythrodiplax anomala Brauer, 1865 - Libellulidae);

150. Libélula (Erythrodiplax basalis (Kirby, 1897 - Libellulidae);

151. Libélula (Erythrodiplax castanea (Burmeister, 1839) - Libellulidae);

152. Libélula (Erythrodiplax fusca (Rambur, 1842) - Libellulidae);

153. Libélula (Erythrodiplax ochracea (Burmeister, 1839) - Libellulidae);

154. Libélula (Erythrodiplax umbrata (Linnaeus, 1758) - Libellulidae);

155. Libélula (Macrothemis captata (Calvert, 1909) - Libellulidae);

156. Libélula (Miathyria marcella Selys, 1857 - Libellulidae);

157. Libélula (Miathyria simplex (Rambur, 1842) - Libellulidae);

158. Libélula (Micrathyria borghmeieri Santos, 1947 - Libellulidae);

159. Libélula (Micrathyria catenata, Calvert, 1909 - Libellulidae);

160. Libélula (Micrathyria didyma (Selys, 1857) - Libellulidae);

161. Libélula (Micrathyria hesperis Ris, 1911 - Libellulidae);

162. Libélula (Micrathyria hipodidyma Calvert, 1906 - Libellulidae);

163. Libélula (Micrathyria hipodidyma Calvert, 1906 - Libellulidae);

164. Libélula (Micrathyria ocellata dentiens Calvert, 1909 - Libellulidae);

165. Libélula (Micrathyria spinifera Calvert, 1909 - Libellulidae);

166. Libélula (Nephepeltia flavifrons (Karsch, 1889 - Libellulidae);

167. Libélula (Nephepeltia phryne tupiensis Santos, 1950 - Libellulidae);

168. Libélula (Orthemis discolor Fabricius, 1775 - Libellulidae);

169. Libélula (Pantala flavescens (Fabricius, 1798) - Libellulidae);

170. Libélula (Perythemis mooma Kirby, 1889 - Libellulidae);

171. Libélula (Planiplax phoenicura Ris, 1912 - Libellulidae);

172. Libélula (Tauriphila argo (Hagen, 1869) - Libellulidae);

173. Libélula (Tauriphila xiphea Ris, 1913 - Libellulidae);

174. Libélula (Tramea abdominalis (Rambur, 1842) - Libellulidae);

175. Libélula (Tramea binotata (Rambur, 1842) - Libellulidae);

176. Libélula (Tramea carolina (Linnaeus, 1763) - Libellulidae);

177. Libélula (Tramea cophysa Hagen, 1867 - Libellulidae);

178. Mosquito (Culex culex);

- Mamíferos

179. Gambá (Didelphis marsupialis - Didelphidae);

180. Morcego (Noctilio leporinus (Linnaeus, 1758) – Noctilionidae);

181. Morcego (Phyllostomus hastatus (Pallas, 1767) – Phyllostomidae);

182. Morcego (Glossophaga soricina Spix (1823) – Phyllostomidae);

183. Morcego (Carollia persipicillarta (Linnaeus, 1758) – Phyllostomidae);

184. Morcego (Artibeus fimbriatus (Schinz, 1821) – Phyllostomidae);

185. Morcego (Artibeus jamaicensis (Spix, 1823) – Phyllostomidae);

186. Morcego ou morcego-frugívero (Artibeus lituratus (Olfers, 1818) – Phyllostomidae);

187. Morcego (Artibeus obscurus Gray, 1823 – Phyllostomidae);

188. Morcego (Chiroderma doriae Thomas, 1891 – Phyllostomidae);

189. Morcego (Platyrrhinus lineatus (E. Geoffroy, 1810) – Phyllostomidae);

190. Morcego (Sturnira lilium (Geoffroy, 1810) – Phyllostomidae);

191. Morcego (Vampyressa pusilla (Wagner, 1843) – Phyllostomidae);

192. Morcego (Desmodus rotundus (E. Geoffroy, 1810) – Phyllostomidae);

193. Morcego (Myotis nigricans (Schinz, 1821) – Vespertilionidae);

194. Morcego (Histiotus velatus (I. Geoffroy, 1824) – Vespertilionidae);

195. Morcego (Lariurus borealis (Lesson Y Garnot, 1826) – Vespertilionidae);

196. Morcego (Lariurus ega (Thomas, 1901) – Vespertilionidae);

197. Morcego (Molossus molossus (Geoffroy, 1805) – Vespertilionidae);

198. Ouriço-cacheiro (Coendou insidiosus - Erethizontidae);

199. Preá-do-mato (Cavia aperea - Cavidae);

200. Preguiça-de-três-dedos (Bradypus variegatus Schinz, 1825 - Bradypodidae);

201. Tatu-galinha (Dasypus novencinctus - Dasypodidae);

- Peixes

202. Acará (Geophagus brasiliensis - Ciclidae);

203. Barrigudinho (Poecilia vivipara - Poecilidae);

204. Mussum (Symbrachus marmoratus - Gimnotidae);

205. Peixe-Palhaço (Hyphessobrycom bifasciatus - Caracidae);

206. Tilápia (Oreocromis niloticus - Ciclidae);

207. Trairá (Hoplias malabariscus - Characidae);

- Répteis

208. Ameiva ou lagarto-verde (Ameiva ameiva - Teiidae);

209. Cágado-trigre-d’água (Trachemis dorbignyi);

210. Calango (Tropidurus torquatus - Iguanidae);

211. Cobra-d'água (Liophis miliaris - Colubridae);

212. Cobra-de-vidro (Ophiodes striatus);

213. Cobra-verde (Philodryas orfesii - Colubridae);

214. Cobra-limpa-campo (Cloelia cloelia);

215. Falsa-coral (Oxirlopus petola);

216. Jabuti-de-cabeça-vermelha (Geochelone carbonaria (Spix, 1824) - Testudinidae);

217. Jacaré-de-papo-amarelo (Caimam latirostris (Daudin, 1802) - Alligatoridae);


218. Jibóia (Boa constrictor - Boidae);

219. Lagartixa (Hemidactylus mabouya - Gekkonidae);

220. Mabuia (Mabouya mabouya - Scincidae);

221. Teiú, tejuaçu ou tejú (Tupinambis merianae - Teiidae);

- Flora

222. Agave (Fourcrea gigantea - Agavaceae);

223. Aguapé, gigoga ou jacinto d'água (Eichornia crassipes);

224. Algodoeiro-da-Índia (Hibiscus tiliaceus - Malvaceae);

225. Algodoeiro-da-Praia (Hibiscus pernambucensis);

226. Amendoeira (Terminalia catappa – Combretaceae);

227. Araça (Psidium cattleianum - Myrtaceae);

228. Aroeira ou Aroeira-vermelha (Schinus terebinthifolius Raddi - Anacardiaceae);

229. Bananeira (Musa paradisiaca - Musaceae);

230. Bocopari (Rheddia brasiliensis Bertol. - Poaceae);

231. Bromélia (Aechmea nudicaulis (L.) Griseb - Bromeliaceae);

232. Bromélia (Neorogelia cruenta (Graham) L. B. Sm. - Bromeliaceae);

233. Bromélia (Quesnelia quesneliana (Brongn.) L. B. Sm. - Bromeliaceae);

234. Bromélia (Tillandsia stricta Sol. - Bromeliaceae);

235. Bromélia (Tillandsia usneoides (L.) L. - Bromeliaceae);

236. Bromélia (Vriesia neoglutinosa Mez. - Bromeliaceae);

237. Buquê-de-noiva-falso (Lantana camara – Verbenaceae);

238. Buquê-de-noiva-verdadeiro (Lantana pohliana – Verbenaceae);

239. Cacto (Cereus fernambucensis Lem. - Cactaceae);

240. Cacto-rabo-de-rato (Rhipsalis sp. – Cactaceae);

241. Cajueiro (Anarcadium occidentale – Anarcadiaceae);

242. Camboatá (Cupania emarginata Cambess. - Anacardiaceae);

243. Cambuí ou aperta-goela (Eugenia rotundifolia Casar. - Myrtaceae);

244. Cambiú-preto (Neomitranthes obscura (DC.) Silveira - Myrtaceae);

245. Canela (Ocotea notata (Nees) Mez - Lauraceae);

246. Carambola (Averrhoa carambola - Oxalidaceae);

247. Carne-de-anta (Maytenus obtusifolia Mart. – Celastraceae);

248. Cássia ou fedegoso-nativo (Senna australis (Vell.) H. S. Irwin & R. C. Barneby);

249. Casuarina (Casuarina esquisetifolia - Casuarinaceae);

250. Cebola-da-praia ou clusia (Clusia fluminensis Planch. & Triana - Clusiaceae);

251. Clusia (Clusia criuva Cambess. - Clusiaceae);

252. Clusia (Clusia lanceolata Cambess. - Clusiaceae);

253. Coqueiro-baba-de-boi (Syagrus romanzoffianum (Cham.) Glassman - Arecaceae);

254. Embaúba ou imbaúba (Cecropia lyratiloba Miq. - Cecropiaceae);

255. Embiru (Eriotheca gracileps);

256. Erva-do-mato (Psychotria sp. - Rubiaceae);

257. Falsa-erva-de-rato (Asclepias curassavica);

258. Feijão-da-praia (Canavalia rosea - Leguminosae-Fab.);

259. Figueira-da-restinga (Ficus tomentela - Moraceae);

260. Figueira (Ficus clusiifolia – Moraceae);

261. Figueira-molembá (Ficus hirsuta Schott. - Moraceae);

262. Figueira-do-brejo (Ficus insipida Willd. - Moraceae);

263. Figueira-miúda (Ficus microcarpa - Moraceae);

264. Figueira-religiosa (Ficus religiosa - Moraceae);

265. Flamboyant (Delonix regia - Leguminosae);


266. Fruta-de-pomba (Erythroxylum ovalifolium Peyr. – Erythroxylaceae);

267. Guamirim (Calyptranthes brasiliensis Spreng. – Myrtaceae);

268. Grumixama (Eugenia brasiliensis Lam. - Myrtaceae);

269. Guriri ou palmeirinha-anão (Alagoptera arenaria (Gomez) Kuntze - Arecaceae);

270. Ingá-da-restinga (Inga maritima Benth. – Leguminosae-Mim.);

271. Ingá-mimoso (Inga fagifolia – Leguminosae-Mim.);

272. Ipê-de-restinga (Tabebuia chysotricha (Mart. ex DC.) Standl. - Bignoniaceae;

273. Ipomeia-branca (Ipomoea sp. - Convolvulaceae);

274. Ipomeia-rosa (Ipomoea pes-caprae (L.) Sweet - Convolvulaceae);

275. Jabotapia (Ouratea cuspidata (A. St.-Hil.) Engl. – Ochnaceae);

276. Jacatirão (Miconia sp – Melastomataceae);

277. Lírio-do-brejo (Echinodorus sp. - Pontederiaceae);

278. Mamona (Ricinus communis - Euphorbiaceae);

279. Mangueira (Mangifera indica - Anarcardiacaea);

280. Maracujá (Passiflora sp – Passifloraceae);

281. Maria-sem-vergonha (Impatiens sp. - Balsaminaceae);

282. Mate (Ilex amara (Vell.) Loes – Aquifoliaceae);

283. Muricí-da-praia (Byrsonima sericea DC. - Malpighiaceae);

284. Oiti (Couepia ovalifolia (Schott) Benth - Chrysobalanaceae);

285. Olho-de-boi (Andira sp. – Leguminosae-Fab.);

286. Orquidéa (Ocyoclades maculata - Orchideaceae);

287. Orquidéa-de-restinga ou epidendro (Epidendrum ellipticum - Orchidaceae);

288. Paineira (Chorisia speciosa - Bombacaceae);

289. Paineira-da-restinga (Pseudobombax grandiflorum (Cav.) A. Robyns - Bombacaceae);

290. Palma (Opuntia brasiliensis (Willd.) Haw. - Cactaceae);

291. Palmeira-trepadeira ou jacitar (Desmoncus ortantus – Arecaceae);

292. Palmiteiro ou palmito-juçara (Euterpe edulis);

293. Pau-de-cachimbo (Senna pendula (Willd.) H. S. Irwin & R. C. Barneby – Leguminosae-Cae.);

294. Pata-de-vaca (Bauhinia forficata - Leguminosae);

295. Para-raio (Emilia sp.);

296. Pau-brasil (Caesalphinia echinata Lam. - Leguminosae);

297. Pau-pombo (Tapirira guianensis Aubl. - Anacardiaceae);

298. Pau-ferro (Caesalphinia ferrea - Mart. Ex Tul. - Leguminosae-Caes.);

299. Pau-santo (Zollernia falcata – Leguminosae-Fab.);

300. Pau-de-tamanco (Tabebuia cassinoides (Lam.) - Bignoniaceae);

301. Pequiá (Aspidosperma parvifolium A. DC. - Apocynaceae);


302. Pinheiro-da-praia (Maricus pedunculatus);

303. Pitangão (Eugenia nitida Camb. - Myrtaceae);

304. Pitangão ou murtinha (Eugenia ovalifolia Cambess - Myrtaceae);

305. Pitangueira (Eugenia sulcata Spring ex Mart. - Myrtaceae);

306. Pitangueira (Eugenia uniflora L. - Myrtaceae);

307. Rabo-de-arara (Norantea brasiliensis Choisy - Marcgraviaceae);

308. Rara goeta (Pavonia alnifolia St. Hill. - Malvaceae);


309. Samambaia-do-brejo (Acrostium aureum);

310. Sem nome popular (Abutilon esculentum– Malvaceae);

311. Sem nome popular (Connarus nodosus Baker – Connaraceae);

312. Sem nome popular (Dalbergia ecastophyllum (L. Taub.) – Leguminosae Fab.);

313. Sem nome popular (Plumbago scandeus);

314. Sombreiro (Clitoria fairchildiana - Leguminosae);

315. Sumaré-de-restinga (Cyrtopodium polyphyllum (Vell.) Pabst ex F. Bar - Orchidaceae);

316. Taboa (Typha dominensis - Typhaceae);

317. Trepadeira-roxa (Arrabidea conjugata – Bignomiaceae);

318. Trepadeira-vermelha (Lissus sp. - Vitaceae);

319. Tucum (Bactris setosa Mart. - Arecaceae);

320. Vinca branca ou vinca rosa (Catharinthus roseus - Apocynaceae).